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| Pedido Atendido |
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Um grupo grande de rapazes se encontrava fora dos muros do seminário, naquele dia frio de outono, em Israel. Desfrutavam do descanso, após intermináveis horas de aula.
Um deles apontou para o final da rua, para um pontinho que vinha crescendo, à distância, e chamou a atenção dos amigos.
Era um carro fúnebre solitário. Nem um único acompanhante.
Os rapazes ficaram tocados pela solidão do carro fúnebre. Onde estaria a família, os amigos? Seria possível que aquela criatura tivesse vivido tão afastada da comunidade, que nem um vizinho houvesse para acompanhar o corpo até o cemitério?
Ficaram em silêncio. Depois, decidiram seguir o carro. E resolveram entrar e convidar todos os estudantes para fazerem o mesmo.
Foram centenas de rapazes que escoltaram o carro fúnebre até o túmulo, em respeitoso silêncio.
Foi então que o rabino, o que dirigia o veículo, perguntou: Como é que vocês souberam da morte dela?
Os rapazes explicaram que não sabiam de quem se tratava. Que fizeram aquilo por compaixão, por sentirem vontade de praticar uma boa ação. Por acharem muito doloroso ver alguém ser enterrado tão sozinho. E disseram que pertenciam ao seminário.
O rabino se emocionou.
Amigos, a presença de vocês aqui foi ordenada. Há setenta anos, um rico empresário judeu doou um terreno muito caro para a comunidade. O objetivo era construir um seminário, esse mesmo onde vocês estudam.
Ele não somente construiu o seminário, como o manteve durante toda a sua vida.
Quando já idoso, os rabinos quiseram lhe prestar homenagens mas ele disse que não desejava ficar em evidência. Se algo pudessem fazer, que fizessem por sua única filha, seu único amor, um dia, quando ele já não estivesse ao lado dela para a auxiliar.
Os velhos rabinos, durante anos, mesmo depois da morte do benfeitor, tentaram se aproximar da jovem.
Mas, após a morte do pai, ela abandonou as tradições religiosas e se afastou da comunidade judaica.
Durante toda a sua vida foi internada várias vezes em hospitais psiquiátricos.
Os rabinos, que se lembravam da promessa, tentavam dar seu apoio, mas ela não queria. Teve uma vida excêntrica, solitária.
Os rabinos foram morrendo e a promessa esquecida. Mas hoje, amigos, vocês vieram ao funeral dela.
Com a presença de vocês hoje aqui, vocês cumpriram a promessa de seu rabino e retribuíram a generosidade de seu benfeitor.
* * *
Não há nenhum gesto de bondade, de desprendimento que não mereça resposta.
O bem gera simpatia e a criatura atrai para si, de forma espontânea, o bem.
Por isso mesmo é que os Espíritos nos afirmam que o bem faz bem a quem o pratica.
Ele enche a alma de felicidade pela oportunidade da doação.
Quem quer que realize, de forma espontânea, boas ações será sempre um coração aberto a quem a Divindade enviará Seus filhos para serem auxiliados.
Redação do Momento Espírita, com base em fato narrado no livro Pequenos milagres, v. II, de Yitta Halberstam & Judith Leventhal, ed. Sextante.
Em 09.01.2012. |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 12/01/2012 19:48 |
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| Categoria(s):
UME- União Municipal Espírita/Ijuí |
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| Iniciando um novo ano |
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Toda vez que o ano vai chegando ao fim, parece que todos vamos manifestando cansaço maior.
Seja porque as festas se multipliquem (são formaturas, casamentos, jantares de empresas), seja porque já nos vamos preparando para as viagens de férias de logo mais.
De uma forma ou de outra, é comum se escutar as pessoas desabafarem dizendo que desejam mesmo que se acabe logo o ano.
Quem muito sofreu, deseja que ele se acabe e aguarda dias novos, de menos dores.
Quem perdeu amores, deseja que ele se acabe de vez, na ânsia de que os dias que virão consigam trazer esperanças ao coração esfacelado pelas ausências.
Quem está concluindo algum curso e deu o máximo de si, deseja que os meses que se anunciam cheguem logo, para descansar de tanto esforço.
E assim vai. Cada um vai pensando no ano que se finda no sentido de deixar algo para trás. Algo que não foi muito bom.
Naturalmente, muitos são os que veem findar os dias do ano com contentamento, pois eles lhe foram propícios. Esses, almejam que os dias futuros reprisem esses valores de alegria, de afeto, de coisas positivas.
Ano velho, ano novo. São convenções marcadas pelo calendário humano, em função dos movimentos do planeta em torno do astro rei.
Contudo, psicologicamente, também nos remetem, sim, a um estado diferente.
Como Deus nada faz, em Sua sabedoria, sem um fim útil, também assim é com a questão do tempo como o convencionamos.
Cada dia é um novo dia. A noite nos fala de repouso. A madrugada nos anuncia oportunidade renovada.
Cada ano que finda nos convida a deixarmos para trás tudo de ruim, desagradável que já vivenciamos, permitindo-nos projetar planos para o futuro próximo.
Por tudo isso, por esta ensancha que a Divindade nos permite a cada trezentos e sessenta e cinco dias, nesta Terra, pense que você pode melhorar a sua vida no ano que se anuncia.
Comece por retirar de sua casa tudo que a atravanca. Libere-se daquelas coisas que você guarda nos armários, na garagem, no fundo do quintal.
Coisas que estão ali há muito tempo, que você guarda para usar um dia. Um dia que talvez nunca chegue. Pense há quanto tempo elas estão ali: meses, anos... Esperando.
São roupas, calçados, livros, discos antigos, utensílios que você não usa há anos. Libere armários, espaços.
Coisas antigas, superadas são muito úteis em museus, para preservação da memória, da evolução da nossa História.
Doe o que possa e a quem seja mais útil.
Sinta o espaço vazio, sinta-se mais leve.
Depois, pense em quanta coisa inútil você guarda em seu coração, em sua mente.
Mágoas vividas, calúnias recebidas, mentiras que lhe roubaram a paz, traições que o deixaram doente, punhais amigos que lhe rasgaram as carnes da alma...
Alije tudo de si. Mentalmente, coloque tudo em um grande invólucro e imagine-se jogando nas águas correntes de um rio caudaloso que as levará para além, para o mar do esquecimento.
Deseje para si mesmo um ano novo diferente. E comece leve, sem essa carga pesada, que lhe destrói as possibilidades de felicidade.
Comece o novo ano olhando para frente, para o alto. Estabeleça metas de felicidade e conquistas.
Você é filho de Deus e herdeiro do Seu amor, credor de felicidade.
Conquiste-a. Abandone as dores desnecessárias, pense no bem.
Mentalize as pessoas que são amigas, que o amam, lhe querem bem.
Programe-se para estar mais com elas, a fim de, fortalecido, alcançar objetivos nobres.
Comece o ano pensando em como você pode influenciar pessoas, ambientes, com sua ação positiva.
Programe-se para vencer. Programe-se para fazer ouvidos moucos aos que o desejam infelicitar e avance.
Programe-se para ser feliz. O dia surge. É ano novo. Siga para a luz, certo que com vontade firme, desejo de acertar, Jesus abençoará as suas disposições.
É ano novo. Pense novo. Pense grande. Seja feliz.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 13, ed. Fep.
Em 31.12.2010
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 26/12/2011 18:33 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| O Ilustre Personagem |
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Seu aniversário é comemorado por quase todo o mundo. Em torno dEle, da Sua figura, as pessoas se reúnem e até discutem.
Discutem a respeito da Sua existência, do que fez, do que disse. Ele não escreveu nada, além de algumas palavras na areia, quando Lhe trouxeram uma mulher para ser julgada.
Contudo, a respeito dEle se escreveram milhares de obras. Sua fama correu o mundo. Sem dispor de títulos honoríficos ou diplomas universitários, o que disse constitui sabedoria e os que pautam a sua vida nas palavras dEle, encontram felicidade.
Escolheu colaboradores a dedo, entre pessoas simples, mas de boa formação e a eles chamou amigos, cultivando a amizade.
A Sua vida pública foi curta, quase três anos, mas muito polêmica. Ele falou a respeito de tudo, dizendo o que era certo, alertando para os erros, convidando as pessoas a pensarem a respeito do que viam, ouviam, não se permitindo simplesmente serem conduzidas como cegos sem direção.
A Sua tônica era o bom senso. Dócil, sabia utilizar a energia quando se fazia necessário. Amorável, distribuía amor aos que O buscavam.
Sempre esteve com o povo, ao lado do povo e Seu verbo era especial para cada um.
A pescadores, sabia falar de peixes e redes. Aos pastores, discursava sobre ovelhas, redil e a qualidade de bom pastor. Com as mulheres do povo, falava a respeito do fermento que leveda a massa, da preocupação que deveriam ter com seus filhos, com seu futuro.
A todos convidava a agir no bem, como receita de felicidade. Ensinava desprendimento, lecionando que a casa do Pai é de todos os filhos. E a casa do Pai é imensa. É o Universo.
Abraçou crianças e as tomou em Seu regaço. Deteve-Se a falar a um moço bom que se sentia insatisfeito e buscava algo mais para sua vida. Convidou-o a segui-lO.
Esclareceu o Doutor da lei que O procurou na calada da noite, para dissipar suas dúvidas e descerrou a ele e ao futuro, a revelação da vida que nunca morre, que se repete em tantas oportunidades até que o Espírito alcance a perfeição.
Comparou-Se ao pastor que conhece as Suas ovelhas e as protege. Comparou-Se ao amigo que dá a sua pela vida dos seus amigos. Aceitou para Si somente o título de Mestre.
Não permitiu que O chamassem bom, pois esta denominação é exclusiva do Pai, o Senhor do Universo.
Sempre respeitou as leis dos homens, mesmo que pudessem parecer tolas ou injustas. Pagou imposto no templo, exigência dos sacerdotes do Seu tempo.
Exortou para que se pagasse o imposto a César, exigência do mundo das coisas transitórias.
Sensível, entendeu a dor da viúva da cidade de Naim e porque descobrisse que o filho era portador de letargia, o convidou ao retorno à vida.
Em casa de Jairo, tocou-Lhe a filha que parecia morta e a devolveu ao regaço dos pais.
A Sua trajetória foi toda de luz. Nada exigia para Si, embora fosse a luz do mundo.
Dizia não ter de Seu sequer uma pedra para repousar a cabeça. Confiante, ensinava que o Pai Celeste que atendia as pequeninas aves, que não semeavam e nem colhiam, igualmente atenderia às necessidades de todos os Seus filhos.
Esteta, soube declamar poemas sobre a beleza da paisagem, enquanto ensinava que o homem é muito mais do que a erva do campo, que hoje é e amanhã é lançada ao fogo.
Que Deus, o Pai de amor, vestia os lírios do campo e assim também providenciaria o necessário para os Seus filhos, mais valiosos que as flores que emurchessem.
Ensinou que ninguém temesse a morte, porque todos são imortais e realizou a passagem desta para a vida espiritual, em oração: Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito.
Retornou, glorioso, atestando a Imortalidade e, mostrando-Se aos Seus, permitiu que ouvissem Sua doce voz, outra vez a falar de paz e a afirmar: Tende bom ânimo. Eu venci o mundo.
Seu nome é Jesus. O filho de José e Maria.
O filho de Deus, nosso Irmão e Mestre.
Redação do Momento Espírita.Em 14.12.2011.
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 14/12/2011 20:19 |
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Redação Momento Espírita |
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| Natal de Jesus |
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Toda vez que o Natal retorna, Sua figura é lembrada com maior vigor. Alguns permanecem na tentativa de negar-Lhe a existência, afirmando que tudo é fruto de lenda.
Outros, que na Sua existência acreditam, perdem-se em datas e números, tentando descobrir quando Ele verdadeiramente nasceu.
O que se sabe é que até o século IV, os cristãos do Mundo comemoravam o Seu natalício em diferentes meses e dias, motivo pelo qual a Igreja optou por determinar a data de 24 de dezembro, a fim de que todos os Seus seguidores se unissem para o mesmo evento, como um único coração.
Estranham alguns que tudo que se refira à figura humana do Cristo seja tão obscuro. Não se sabe com exatidão quando e onde nasceu, quase nada se tem a respeito de Sua infância e adolescência.
Mesmo após a Sua morte, não nos legou senão uma tumba vazia, tendo desaparecido Seu corpo, sepultado em lugar ignorado talvez.
Exatamente porque, desde o primeiro dia entre nós Ele, Jesus, insistiu em afirmar que a mensagem é mais importante do que o homem.
Contudo, algo existe em torno do qual ninguém discute, todos se irmanam. Ele legou à Humanidade o mais belo tesouro de todos os tempos: a lição do amor, o amor por excelência que foi.
Desde Seu nascimento na calada da noite à Sua morte infamante na cruz, a Sua foi a vida dos que amam em totalidade.
Por isso mesmo é que não temos as notícias de Jesus no seio de Sua família, convivendo com os Seus. A Sua família era a Humanidade e com ela esteve em Seu messianato.
Amou a multidão e a serviu. Falou de coisas profundas, utilizando figuras e linguagem acessíveis ao povo, que desejava uma mensagem diferente de todas as que ouvira até então.
A Sua voz tinha especial entonação e quando se punha a declamar a poesia dos Céus, extasiava as almas. Os simples O seguiam, os desejosos de aprender e os que ansiavam pelo consolo de suas feridas morais O ouviam atenciosos.
Sua mensagem era dirigida a todos os seres, nos diferentes estágios evolutivos, para as diferentes idades.
Dirigiu-Se à criança, convidou os moços a segui-Lo, arrebanhou homens e mulheres em plena madureza, alentou a velhice.
Sua vida foi um contínuo servir. Ninguém antes Dele e ninguém depois realizou tamanha revolução no campo das ideias, semeando na terra dos corações, em tão pouco tempo.
Menos de três anos...
Sua mensagem, impregnada do perfume de Sua presença, prossegue no mundo, arrebanhando as almas.
Definindo-se como o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele é também o consolo dos aflitos, a luz para os que andam em trevas densas, o amparo dos que se sentem desalentados e sós.
Seu nome é Jesus. Sua mensagem é a do amor perene. Seus ditos e Seus feitos constituem os Evangelhos.
A comemoração do Seu natalício a todos nos motiva a amar, doar e perdoar. E só há Natal porque Ele veio para os Seus irmãos, para nós e nos legou a mensagem Divina que fala de paz, de harmonia e de belezas espirituais.
* * *
Aproveitemos os dias do Natal que estamos vivendo para meditar a respeito dos ensinos de Jesus.
Aproveitemos mais: coloquemos em prática ao menos alguns deles.
E entre os presentes e mimos que distribuiremos em nome Dele, não nos esqueçamos de colocar uma parcela do nosso coração.
Não esqueçamos: é Natal.
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep. Em 24.03.201 |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 04/12/2011 11:37 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| O Evangelho no Lar e no Coração |
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Campanha - O Evangelho no Lar e no Coração

“Se um homem é a partícula divina da coletividade, o lar é a célula sagrada de todo edifício da civilização.” Emmanuel*
Caro(a) Leitor(a), É incontestável a escalada da violência que afeta a sociedade humana em nível mundial. Perplexa, diante de diferentes formas de manifestação da violência, pais, pensadores, educadores e autoridades públicas se sentem impotentes em desacelerar esse surto de desamor. Cada país tem o seu cenário particular, em função dos autores e das causas, mas, na essência, todas essas manifestações têm suas raízes na formação moral das criaturas. A visão espírita da reencarnação Não resta a menor dúvida de que este cenário de conflitos guarda relação íntima com o adiantamento moral das pessoas que reencarnam em nosso Planeta.
*Psicografia de Francisco C. Xavier, Cinqüenta anos depois, 17. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 1985. p. 102.
Leia mais aqui
Peça o livreto da campanha pelo e-mail:
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 20/11/2011 18:13 |
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| Categoria(s):
UME- União Municipal Espírita/Ijuí |
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| O progresso que buscamos |
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O progresso que você busca, tanto pode se apresentar de forma complexa, como mostrar-se através de algo singelo. Porém, nem sempre você lhe dá a devida importância.
O pranto da dor se torna progresso, quando você aprende a sorrir alegremente, após passar pelos sofrimentos educativos.
A decepção inesperada que o maltrata se transforma em progresso, na medida em que você se aconselha com a cautela, transformando-se no indivíduo verdadeiramente amadurecido para a vida.
As dificuldades de qualquer ordem, que o atrapalham hoje, serão elementos de progresso, se você aprender as lições da educação dos hábitos, como abençoada vitória sobre o próprio desequilíbrio.
A doença que lhe traz tantos dissabores, atualmente, irá se converter em progresso de sua alma, quando proporcionar em seu íntimo o respeito à saúde, numa vida salutar contínua.
A solidão com a qual você custa a se habituar nos dias atuais, se bem compreendida, construirá um imenso progresso, ensinando-o a cultivar amores verdadeiros no futuro.
A morte do corpo, que altera disposições e sonhos, deixando um vazio na alma dos que ficam no mundo, apresenta-se como oportunidade de progresso, se você consegue fazer dela a mensageira da renovação e do trabalho, preenchendo o vazio com a dedicação ao semelhante, exercitando o amor ao próximo, desligando-se do egoísmo prejudicial.
* * *
Reflita e não pare a olhar somente o ângulo aparentemente infeliz das coisas e circunstâncias que você encontre na vida.
O progresso está em tudo que a vida nos traga.
Precisamos lembrar sempre que, acima de nossa visão limitada e imediatista, existem planejamentos minuciosos para nossas existências, visando sempre o nosso bem.
Não somos almas abandonadas num mundo em decadência. Somos Espíritos com planos de desenvolvimento, num mundo em progresso constante.
É chegado o tempo da fé raciocinada, de acreditar nas coisas sabendo o porquê.
É chegado o tempo de descobrir que Deus, a Inteligência Suprema, a Causa primeira de todas as coisas, rege os mundos através de Leis perfeitas e aLei do progresso é uma delas.
Assim, começaremos a ver as dificuldades que surgem não mais como obstáculos, mas como oportunidades que a vida nos oferece para crescermos.
Pensemos sobre o assunto. Reflitamos mais sobre os acontecimentos e ampliemos a visão que temos da vida.
É chegado o tempo da compreensão raciocinada.
* * *
Cada novo amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem fora do nosso alcance.
Cada novo amanhecer é chance de assentar mais um tijolo na edificação de nossa felicidade.
Cada novo amanhecer é prova da constância Divina, é prova do Seu amor pelos Espíritos que somos, concedendo-nos sempre novas oportunidades.
Redação do Momento Espírita com base no cap. O progresso, do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter e no cap. Ao amanhecer, do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 17.11.2011. |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 17/11/2011 20:24 |
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Redação Momento Espírita |
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| Amanhã é Natal |
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Os dias se sucedem tão rápidos que nem nos damos conta... e amanhã já é Natal outra vez...
Foram tantas as lutas...
Você certamente teve problemas, trabalhou, sofreu, sorriu... como todo mundo.
Foram tantos os obstáculos... mas as forças foram ainda maiores, que permitiram superá-los.
Os desentendimentos familiares não foram poucos... mas a fraternidade logrou êxito.
Um filho querido talvez tenha adentrado pelos escuros caminhos das drogas, mas a coragem foi tanta que deu suporte nos momentos amargos.
O lar, tão tranquilo outrora, esteve ameaçado por terríveis tempestades... Quase sucumbiu... mas os laços fortes do amor o sustentaram...
A separação promovida pela morte dilacerou as fibras mais sutis da alma... mas a fé em Deus e a certeza da Imortalidade conseguiram cicatrizá-las.
A enfermidade cruel nos visitou ou visitou os entes queridos, mas a confiança e a dedicação conseguiram afastá-la.
Enfim, foram tantas dores, tantos momentos amargos... mas também tantas alegrias, tantas vitórias...
Amanhã é Natal...
E Natal é tempo de fraternidade, perdão, solidariedade...
E porque amanhã é Natal, reunamo-nos todos os que lutamos juntos, na alegria e na dor, e que apesar de tudo permanecemos unidos.
Olhemos para a mãezinha a quem chamamos o ano inteiro para pedir roupa limpa, comida, e digamos: Mãe, o que seria da minha vida sem você? Eu a amo, mãezinha querida.
Ao pai a quem só nos dirigimos para pedir dinheiro, carro emprestado, cartão de crédito, e falemos com carinho: Olá, paizão! Apesar de não ter o costume de dizer eu o amo, tenho certeza de que minha vida não teria sentido sem você.
Acerquemo-nos daquele irmão com quem não conversamos, olhemos nos seus olhos e falemos: Olá, mano! Que bom ter você no meu caminho!
Aproximemo-nos daquele filho drogado, infeliz, rebelde, e falemos com ternura: Filho, você é a estrela da minha estrada! Sem você a vida não teria sentido...
E, porque amanhã é Natal... busquemos a serviçal doméstica, que chega ao nosso lar muitas vezes antes do sol nascer e só vai embora depois que o último filho chega do colégio, para lavar a louça e deixar tudo em ordem, e digamos: Minha amiga, precisamos uns dos outros. Que bom poder contar com você por mais um ano!
E, porque amanhã é Natal... olhemos para nosso patrão e falemos o quanto ele tem sido importante em nossa vida, pois nos ajuda a ganhar o pão de cada dia.
E, porque amanhã é Natal... busquemos um lar pobre, onde a fome insiste em se fazer presente e a expulsemos, ainda que por um dia...
Levemos uma alimentação saborosa, temperada com o nosso mais puro afeto e permaneçamos por algum tempo junto aos habitantes, irmãos financeiramente mais carentes que nós.
* * *
E, porque amanhã é Natal... lembremo-nos do Aniversariante mais ilustre de que a Terra teve notícias...
Arrebentemos os laços de discórdia que porventura haja entre os familiares e amigos e abracemo-nos com ternura.
E, porque amanhã é Natal... mostremos ao Aniversariante que a Sua vinda à Terra não foi em vão...
Roguemos que nos perdoe por tê-Lo crucificado... E deixemos que Ele nos abrace e nos aconchegue junto ao Seu coração magnânimo...
Porque, amanhã, é Natal...
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v.4 e no livro Momento Espírita, v. 4, ed. Fep. Em 29.03.2010 |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 05/11/2011 11:49 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Homenagens |
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É habitual que, à beira do túmulo, amigos e parentes falem a respeito daquele cujo corpo está sendo enterrado.
As palavras ditas podem ser as espontâneas, vindas do coração nas asas do amor e da amizade. Ou podem ser as preparadas em longos discursos, embora não menos expressivas.
É a última homenagem, dizem, como se o Espírito morresse com o corpo e não continuasse a existir, sentir e perceber.
Mas foi exatamente pensando nessas homenagens póstumas, que um velho professor americano de Massachusetts, a quem o médico diagnosticou um curto período de vida, decidiu por uma coisa inédita.
No seu último ano de vida, se locomovendo em cadeira de rodas, ele foi ao enterro de um amigo que havia morrido de infarto.
Voltou deprimido. Ouvira tantos discursos, tantas homenagens e se perguntava se o amigo tivera ouvido tudo aquilo.
Será que o seu Espírito teria se desligado da matéria? Será que estava bastante lúcido para ouvir?
Pensando nisso, teve uma ideia. Deu uns telefonemas, escolheu uma data.
Numa tarde de domingo muito fria reuniu a família: a mulher e os dois filhos. Também alguns amigos mais íntimos.
O objetivo era um funeral ao vivo. Um a um todos homenagearam o esposo, o pai, o professor, o amigo.
Houve lágrimas e risos. Uma prima lhe dedicou um poema onde o chamava de amado primo e o comparava a uma enorme, antiga e generosa árvore.
O professor chorou e riu com eles. Tudo aquilo que estava represado no íntimo daquelas pessoas que o amavam, foi dito naquele dia.
O funeral ao vivo foi um sucesso. Ele levaria alguns meses mais para morrer. Uma morte lenta, dolorosa. Morreu num sábado, pela manhã, depois de dois dias de agonia.
Aproveitou para exalar seu último suspiro exatamente no instante em que as pessoas que velavam por ele foram até a cozinha para engolir um café.
Na primeira vez que ele ficou sozinho, desde que entrara em coma, ele parou de respirar.
Partiu serenamente, cercado por seus livros, seus apontamentos, suas flores. Morreu em sua cama, em sua casa.
O funeral foi simples, num local à beira de um lago, de onde se podia ouvir os patos sacudindo as penas.
Seu filho leu um poema:
Meu pai caminhava por entre eles e nós
Cantando cada nova folha caída de cada árvore
E toda criança sabia que a primavera dançava
Quando ouvia meu pai cantar.
* * *
Enquanto suas pernas estão firmes, corra ao encontro das pessoas que ama.
Enquanto seus braços estão fortes, enlace os seus amores, bem junto ao coração.
Enquanto sua mente está ágil e lúcida, escreva poemas, bilhetes, cartas e expresse todo o seu amor.
Enquanto sua voz soa forte e generosa, não deixe de falar com seus amigos, colegas. Cante, grite, sussurre palavras de afeto, de entusiasmo, de incentivo.
E nunca, nunca se envergonhe de declarar: Eu amo você.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. O programa, do livro A última grande lição, de Mitch Albom, ed. Sextante.Em 01.11.2011. |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 01/11/2011 18:49 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Antes que seja tarde |
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É bastante comum pessoas, no leito de morte, desejarem aliviar a consciência. Fazem confissões apressadas de erros passados, pedindo e esperando perdão.
Acreditam que, por estarem partindo, tudo será perdoado e esquecido. Não é verdade.
Em algumas circunstâncias, revelações das faltas cometidas deixam, nos corações dos que ficam na Terra, muita mágoa e azedume.
Mágoa e azedume que, como vibrações negativas, chegarão ao Espírito liberto, perturbando-o, na vida espiritual.
Outros, antevendo a proximidade da morte, apresentam suas últimas vontades.
Dessa forma, os que os assistem nessa hora final, ficam constrangidos a executá-las, gerando-lhes, por vezes, muitos incômodos.
Moribundos há que desejam falar, mas não dispõem de voz, debatendo-se em aflição.
Por tudo isso, pensa e age de forma diversa.
Se sabes que um dia a morte te arrebatará o corpo, providencia já o que acredites necessário.
Não faças, nem alimentes inimigos. Perdoa sempre.
Desfaz, quanto antes, o mal entendido, para que, depois da morte, não venhas a te perturbar, por causa de remorsos, que serão tardios.
Se desejas presentear alguém com o que te pertença, ou almejes adquirir, providencia de imediato.
Não aguardes o tempo futuro. Ele poderá não te chegar.
Faz testamento, regulariza a doação. Executa tua vontade, agora.
Se pensas em reparar erros do ontem, toma logo a atitude.
Não relegues a outrem o acerto dos teus desatinos. E, para que não te arrependas, depois da partida, não economizes palavras e gestos aos teus amores. Acarinha, abraça, beija.
Após o desenlace, poderás desejar o retorno para dar recados e falar do amor que nunca expressastes na Terra.
Poderá ocorrer que a Divindade não te permita. Ou que não tenhas as condições para a manifestação.
Ou não encontres a quem falar e dizer.
Por ora, podes falar e agir. Faze-o.
Depois da morte, precisarás contar com quem te interprete o pensamento, quem te deseje ouvir, te sintonize.
E lembra que se não semeares afeições e simpatias, enquanto no trânsito carnal, não terás frutos a recolher na Espiritualidade.
Nem quem te recorde no mundo.
Se almejas fazer o bem, servindo à comunidade, prestando serviço voluntário, engaja-te hoje ainda.
Não aguardes aposentadoria.
Dá hoje a hora que te sobra ou conquistas, entre os tantos compromissos agendados, porque poderá acontecer que não venhas a gozar os dias que esperas.
Ou que, por circunstâncias que independam da tua vontade, necessites alongar a jornada profissional por mais alguns anos.
Vive intensamente. Matricula-te no curso de idiomas, na aula de música, pintura, bordado.
Esmera-te no aprendizado para que, ao partir, leves contigo uma grande bagagem.
De braço dado com quem amas, realiza a viagem sonhada. E fotografa tudo com o coração, para não esquecer nenhum detalhe.
A máquina fotográfica poderá falhar, por defeito técnico ou inabilidade de quem a manuseia.
Mas o teu coração não esquecerá jamais o que viveu amorosamente.
Feito tudo isso, se a morte chegar, de rompante ou te abraçar de mansinho, poderás seguir sem traumas, sem medos, em paz.
E em paz deixarás os teus familiares, os teus amigos, os teus colegas e conhecidos.
Pensa nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Antes da desencarnação, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 31.10.2011.
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 31/10/2011 20:17 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Depois da morte |
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É bastante comum se ouvir comentários de que quem morre não volta. Em torno desta assertiva, muitos ousam afirmar que, portanto, ninguém tem certeza se há mesmo algo para além deste mundo.
Estão equivocados, contudo, os que assim pensam e se expressam. Os Espíritos retornam, sim, depois da morte física, para atestarem o seu amor aos que deixaram na Terra.
Ou para dizerem da sua dor, do seu arrependimento por algumas atitudes tomadas, enquanto estavam por aqui.
Você pode pensar que tudo isso é somente uma questão de crença.
Mas, não é verdade. Se você é cristão, deve recordar que o nosso Mestre e Senhor deu a maior prova de que se pode retornar após a morte.
Enquanto entre os homens, Ele, certo dia, subiu ao Monte Tabor e ali, ante os Apóstolos Pedro, Tiago e João, conversou com os Espíritos materializados de Moisés e Elias.
Ora, Elias era um profeta que morrera há muitos séculos. Moisés, da mesma forma.
Portanto, eram Espíritos que ali se manifestaram, conversando com Jesus.
Depois da morte na cruz, Jesus se apresenta para Maria Madalena, no Jardim de José de Arimateia.
Ela O reconhece como sendo o seu Senhor. E, sai, feliz, para a cidade, a fim de contar a novidade para os amigos do colégio apostólico.
No caminho de Emaús, dois discípulos encontram um estranho que segue com eles. Conversam a respeito dos últimos acontecimentos de Jerusalém.
A prisão do Mestre, o julgamento arbitrário na calada da noite, o suplício, a morte na cruz.
O estranho lhes fala e os elucida a respeito de coisas que não haviam entendido.
Quando chegam ao seu destino, convidam-no a ficar com eles. Afinal, desce a noite.
Durante a refeição, ao partir o pão, eles se dão conta que aquele é o Mestre que voltara do vale da morte.
No cenáculo, Jesus aparece aos Apóstolos reunidos. Identifica-se: Sou Eu, não temais!
Fica com eles. Conforta-lhes os corações.
Aparece e desaparece, muitas vezes, em lugares totalmente fechados.
Em outro momento, os aguarda na praia. Orienta-os no rumo da divulgação da Sua doutrina.
Depois de quarenta dias, aos olhos de uma quase multidão de quinhentas pessoas, Ele desaparece.
Mais tarde, apareceria presente outra vez, no caminho de Damasco, para o jovem de Tarso.
Não somente aparece. Mas indaga e orienta a Saulo acerca do que deve fazer.
E, ainda, apareceria ao velho Apóstolo Pedro, na Via Ápia, na manhã de luz, a caminho de Roma.
Aonde vais, Senhor? Indaga o velho Apóstolo.
Eu vou para Roma, Pedro, para tornar a ser crucificado. Vou para ficar com os meus, desde que tu os abandonas.
E Pedro, envergonhado, volta para o cárcere, entregando-se voluntariamente, a fim de morrer, pouco tempo depois com heroísmo.
Ora, se nosso Modelo e Guia tantos exemplos deu de que o Espírito vive e retorna após a morte física, que desejamos mais para crer?
* * *
A morte não é o fim. É a continuidade da vida em outra dimensão.
Você pode não crer e achar que está certo.
Ou você pode pensar a respeito e concluir que racionalmente assim deve ser.
Somente não negue aos amores que partiram a sua certeza de que eles continuam a amá-lo, além das fronteiras da vida física.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 17, ed. Fep |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 25/10/2011 18:42 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Após a morte |
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A morte é um fenômeno biológico inevitável.
Os homens são Espíritos encarnados.
Eles estão na Terra, mas não são da Terra.
Permanecem aqui de forma transitória, a fim de que evoluam intelectual e moralmente.
Por falta de informações, ao longo do tempo surgiram variadas teorias sobre o estado dos Espíritos após a morte.
Concebeu-se a ideia de um céu de eleitos, em completo ócio e totalmente indiferentes ao tormento de quem não mereceu a salvação.
Como contraparte indispensável, surgiu o conceito de um inferno onde os infelizes pecadores seriam eternamente torturados.
De acordo com as concepções religiosas, inúmeras outras formulações teóricas foram feitas.
Entretanto, as descrições sempre foram bastante genéricas e um tanto fantasiosas.
Há evidentes incoerências em algumas descrições.
Por exemplo, pessoas bondosas merecem o céu, mas se tornam egoístas ao lá chegar, pouco se importando com o sofrimento de quem não teve a mesma dádiva.
Nessa linha, uma mãe amorosa e boa seria eternamente feliz, embora sabendo que seus filhos sofreriam para sempre.
Essa artificialidade gerou bastante descrença.
Consequentemente, persiste uma dúvida generalizada a respeito do que ocorre com o Espírito após a morte do corpo.
O Espiritismo lança luz sobre essa questão.
Ele não formula uma mera teoria, a partir de concepções filosóficas.
São os próprios Espíritos desencarnados que relatam sua situação.
A mediunidade bem empregada permite o intercâmbio com os integrantes do plano espiritual.
Por meio dela é possível verificar como eles vivem, se sofrem ou são felizes e a razão disso.
Não se trata de imaginar como está atualmente um Espírito que viveu na Terra de determinado modo.
Ele próprio descreve sua situação.
O livro O céu e o inferno compõe as obras básicas da Codificação Espírita.
Ele é rico de relatos feitos por Espíritos a respeito de como se sentem, da vida que levam, de sua felicidade ou infelicidade.
Desses relatos extrai-se que a morte não é um processo milagroso que converte homens em anjos.
Quem era bondoso na Terra persiste bondoso e solidário no plano espiritual.
Se amava o trabalho, permanece laborioso.
Já o homem mesquinho também assim se mantém.
Não há saltos na evolução.
A análise dessas descrições revela que a felicidade depende de como se viveu, do bem ou do mal que se fez.
Não há favores ou privilégios.
Cada qual é feliz ou infeliz de acordo com seu próprio mérito.
O homem caridoso é recebido pelos inúmeros seres a quem amparou enquanto na Terra.
Ele experimenta extremo júbilo ao sentir-se amado, ao saber que bem gastou seu tempo e seus talentos.
Já o criminoso vivencia grandes padecimentos.
Ele vê suas vítimas, revê mentalmente as maldades que cometeu e não há fuga ou desculpa possível.
O Espírito é feliz ou infeliz na exata proporção das virtudes que possui.
* * *
Ciente dessa realidade e de que você inevitavelmente morrerá, reflita sobre o modo como vive.
Para evitar construir sua casa sobre a areia, no dizer evangélico, dedique-se a amealhar virtudes e a fazer o bem.
Apenas isso garantirá sua felicidade, quando retornar ao seu verdadeiro lar.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita. Disponível no Cd Momento Espírita, v. 17, ed. Fep. |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 22/10/2011 17:30 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Além da morte |
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Cumprida mais uma jornada na Terra, seguem os Espíritos para a pátria espiritual, conduzindo a bagagem dos feitos acumulados em suas existências físicas.
Aportam no plano espiritual, nem anjos, nem demônios.
São homens, almas em aprendizagem, despojadas da carne.
São os mesmos homens que eram antes da morte.
A desencarnação não lhes modifica hábitos, nem costumes.
Não lhes outorga títulos, nem conquistas.
Não lhes retira méritos, nem realizações.
Cada um se apresenta, após a morte, como sempre viveu.
Não ocorre nenhum milagre de transformação para aqueles que atingem o grande porto.
Raros são aqueles que despertam com a consciência livre, após a inevitável travessia.
A grande maioria, vinculada de forma intensa às sensações da matéria, demora-se, infeliz, ignorando a nova realidade.
Muitos agem como turistas confusos em visita à grande cidade, buscando incessantemente endereços que não conseguem localizar.
Sentem a alma visitada por aflições e remorsos, receios e ansiedades.
Se refletissem um pouco perceberiam que a vida prossegue sem grandes modificações.
Os escravos do prazer prosseguem inquietos.
Os servos do ódio demoram-se em aflição.
Os companheiros da ilusão permanecem enganados.
Os aficionados da mentira dementam-se sob imagens desordenadas.
Os amigos da ignorância continuam perturbados.
Além disso, a maior parte dos seres não é capaz de perceber o apoio dispensado pelos Espíritos superiores.
Sim, porque mesmo os seres mais infelizes e voltados ao mal não são esquecidos ou abandonados pelo auxílio divino.
Em toda parte e sem cessar, amigos espirituais amparam todos os seus irmãos, refletindo a paternal Providência Divina.
Morrer, longe de ser o descansar nas mansões celestes ou o expurgar sem remissão nas zonas infelizes, é, pura e simplesmente, recomeçar a viver.
A morte a todos aguarda.
Preparar-se para tal acontecimento é tarefa inadiável.
Apenas as almas esclarecidas e experimentadas na batalha redentora serão capazes de transpor a barreira do túmulo e caminhar em liberdade.
A reencarnação é uma bendita oportunidade de evolução.
A matéria em que nos encontramos imersos, por ora, é abençoado campo de luta e de aprimoramento pessoal.
Cada dia de que dispomos na carne é nova chance de recomeço.
Tal benefício deve ser aproveitado para aquisição dos verdadeiros valores que resistem à própria morte.
Na contabilidade divina a soma de ações nobres anula a coletânea equivalente de atos indignos.
Todo amor dedicado ao próximo, em serviço educativo à Humanidade, é degrau de ascensão.
* * *
Quando o véu da morte fechar os nossos olhos nesta existência, continuaremos vivendo, em outro plano e em condições diversas.
Estaremos, no entanto, imbuídos dos mesmos defeitos e das mesmas qualidades que nos movimentavam antes do transe da morte.
A adaptação a essa nova realidade dependerá da forma como nos tivermos preparado para ela.
Semeamos a partir de hoje a colheita de venturas, ou de desdita, do amanhã.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 1 e 16, do livro Além da morte, pelo Espírito Otília Gonçalves, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 20/10/2011 21:06 |
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| Categoria(s):
Redação Momento Espírita |
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| Dia da criança |
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Doze de outubro. Dia da criança.
Muitas atividades se preparam para brindar essa jóia incomparável que é a criança. É um excelente momento para falarmos a seu respeito.
Alguns pensam que a criança é um ser virgem, recém-criado por Deus. Por isso acreditam que, sendo folha em branco, tudo começará a ser escrito pelos pais, iniciando-se todo o processo da individualidade.
Muitos acreditam que as crianças sejam verdadeiros bibelôs, patrimônios dos seus pais. Por isso, deverão se tornar cópias dos modelos paternos.
Outros pensam que as crianças herdam não somente os caracteres biológicos dos pais, mas também os traços morais.
O que quer dizer que pais dignos teriam filhos nobres e celerados os teriam igualmente maus.
O pensamento do Espiritismo é de que a carga preciosa que os pais carregam nos braços com carinho é um Espírito viajor no caminho para o Criador.
Tem por meta se aprimorar. Está na Terra para o esforço de auto-superação, do aprimoramento do intelecto e do caráter.
A aparente inocência da infância oculta uma bagagem de séculos, em que o Espírito adquiriu nobreza e virtudes e também se equivocou.
Desta forma se torna inadiável educá-la desde cedo.
Trabalhar para podar ou inibir o que traga de pernicioso. Incentivar as conquistas felizes que demonstre.
A tarefa não é tão difícil quanto possa parecer. Não exige o saber do Mundo. Podem desempenhá-la o sábio e o ignorante.
Desde pequenina a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz das anteriores existências.
Os pais devem se esmerar em estudá-los. Depois fazer como o bom jardineiro que corta os rebentos defeituosos à medida que aparecem na árvore.
Durante a infância, o Espírito é mais acessíve às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento.
Primeiro dia de vida. Primeira aula do filho. E no currículo não poderá faltar a educação religiosa.
Jesus na vida infantil significa formidável processo de vacinação preventiva, ao mesmo tempo curadora.
Nas letras da Boa Nova, Jesus ensina, aclara, semeia nessa alma milenar tudo de útil e bom.
A infância bem educada dará ensejo à juventude bem estruturada. Naturalmente tal juventude produzirá uma sociedade de adultos onde as tônicas serão o trabalho, a honestidade, a fraternidade, a honradez e a fé robusta.
Não percamos a preciosidade da idade infantil.
Se a criança é o futuro já presente, invistamos nela. Pais, professores, amigos, vizinhos, autoridades públicas, empenhemo-nos.
As crianças são filhos de Deus. Vêm para nós e nos pedem orientação para o bem. O trabalho nos compete. Vamos agir.
Amor, carinho, alegrias. Tudo providenciamos: o pão, o agasalho, o abrigo.
Não percamos de vista a educação.
* * *
A tarefa dos pais é uma verdadeira missão.
Deus põe a criança sob a tutela dos pais para que eles a dirijam no caminho do bem.
Quanto piores forem as disposições da criança, mais a tarefa é pesada. O que quer dizer que maior será o mérito se a conseguirem desviar do mau caminho.
Redação do Momento Espírita, com base nas perguntas 582 e 583 de O livro dos espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e na 1ª parte do livro Desafios da Educação, pelo Espírito Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 12/10/2011 16:33 |
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| Categoria(s):
UME- União Municipal Espírita/Ijuí |
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| Aprender com o tempo |
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Quando olhamos para trás e verificamos o que se passou, temos oportunidade salutar de aprender.
Tudo obedece, ao longo do tempo que passa, à lei de causa e efeito, de tal forma que se pode, usando da atenção, identificar as origens de tudo que hoje ocorre.
A dor resgatando o equívoco do passado.
A paz como colheita farta do bem semeado.
A prova reparadora para que o que se deixou de fazer ou foi mal feito tenha nova oportunidade de acerto.
Meus amigos, aproveitem o tempo e seus sábios ensinamentos.
A madureza e a senectude são etapas de grande fixação de aprendizados para a alma.
Vivam com mais atenção e percebam o que ocorre às suas vidas como efeito de causas do passado.
E não se esqueçam de que no hoje é lançada a semente do amanhã.
Aprendamos com o tempo e aproveitemos o tempo que ainda temos.
Paz e Bem!
Josué
Psicografado no Grupo Espírita Seara do Mestre, por Antonio Nascimento. |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 09/10/2011 08:37 |
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| Categoria(s):
UME- União Municipal Espírita/Ijuí |
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| Sou o que somos |
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Todos temos sempre algo mais a aprender. Não somos pessoas acabadas às quais nada mais possa ser acrescentado.
É por isso que os que temos ouvidos de ouvir e olhos de ver nos encantamos com as pérolas que descobrimos em toda parte.
Quando menos se espera, eis uma preciosidade a se apresentar.
Não foi diferente com um antropólogo que foi à África com o objetivo de estudar usos e costumes tribais. Concluída sua tarefa, aguardava o transporte que o conduziria ao aeroporto, de retorno ao lar.
Observando as crianças que brincavam, resolveu propor uma brincadeira-desafio.
Adquiriu doces variados e os colocou em um cesto, com um belo laço de fita, debaixo de uma árvore.
Aí, chamou as crianças e lhes disse que quando ele gritasse a palavra: Já!, elas deveriam correr até o cesto.
O vencedor ganharia todas as guloseimas que ele continha.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse Já!, elas se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e lhes perguntou por que tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?
* * *

Ubuntu é uma antiga palavra africana, cujo significado é humanidade para todos. Ubuntu também quer dizer sou o que sou devido ao que todos nós somos.
Que bela filosofia! Totalmente acorde ao amor ao próximo como a si mesmo, ensinado por Jesus.
Como posso ser feliz tendo tanto se meu irmão padece fome e frio?
Como posso ser feliz enquanto meu irmão padece por falta de medicamentos?
Por que devo desejar tudo para mim e não deixar nada para meu irmão?
Verifiquemos como, em tantas oportunidades, nós mesmos, na qualidade de pais, incentivamos nossos filhos a apanharem tudo que podem para si.
Basta que recordemos das festinhas, onde são distribuídos brindes e guloseimas.
Alguns pais chegam a entrar na brincadeira para conseguir algo mais para os seus filhos.
Estamos incentivando o egoísmo em detrimento do amor ao próximo, do partilhar, do ficar feliz repartindo com o outro.
Isso é um grande promotor do tudo para mim, sem me importar com o semelhante.
Pensemos nisso e principiemos a vivenciar mais o partilhar, o dividir, ensinando, ao demais, nossos filhos, desde pequeninos, a assim proceder.
Recordemos que todos ansiamos por um mundo melhor, mais justo. Façamos a nossa parte, desde o hoje.
Redação do Momento Espírita, a partir de fato narrado pela jornalista Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Florianópolis, SC, no ano de 2006. Em 29.09.2011 |
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| Escrito por:ANA CRISTINA MARTINELLI - 02/10/2011 16:32 |
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Redação Momento Espírita |
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